Por Caroline Loezer de Lima Nogueira

Olá pessoal, tudo bem com vocês? Muitas pessoas, pais, profissionais, ainda nos dias de hoje, não compreendem como um psicólogo trabalha com crianças, alguns acham que seu filho não precisa por não ser “louco”, que “ainda” não é o caso de levar a criança ao psicólogo, que o psicólogo apenas “brinca” com a criança e por aí, vai! Muitos mitos, rótulos e preconceitos. =(

Então, para iniciar os posts do blog achei fundamental começarmos pelo começo explicando um pouco de como a psicologia infantil, na visão da teoria da psicanálise atua com as crianças. 😉

 

 

A atuação do psicólogo infantil se dá a partir da história de vida dessa criança e necessita da participação total dos pais ou responsáveis durante o processo terapêutico. A história da criança reflete sobre todo o seu jeito de ser e pensar, desde o momento de sua concepção.

O relacionamento dos pais ao descobrir sobre a gravidez já começa a influenciar em como essa criança será quista na estrutura familiar.  Durante a gestação é importante conversar com o bebê, preparar o quartinho ou pertences da criança com muito amor e afeto, essa criança já precisa “se fazer sujeito” mesmo antes do seu nascimento. Porém, é impossível controlarmos todos os momentos que passamos durante a gestação, e às vezes, alguma coisinha acontece e reflete posteriormente em sintomas na criança.

 

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Dificilmente o sintoma incomoda a criança em si, a queixa trazida ao consultório vem por incômodo dos pais, por isso, necessitamos da fala, participação e o apoio dos mesmos. A troca de informações entre pais e terapeuta é fundamental, mas tomem cuidado com aquilo que falam na frente do paciente, pois nossos “picorruchos” são muito expertos e muitas vezes perdem a confiança no profissional, achando que tudo o que contar em consulta, o psicólogo(a) reproduzirá aos pais e isso poderá gerar algum tipo de castigo.

As brincadeiras, brinquedos e jogos utilizados durante as sessões são apenas recursos terapêuticos para ajudar a criança a se expressar através do lúdico, da fantasia. Sabemos que na hora de colocar a imaginação em ação, as crianças são especialistas! Porém, essa imaginação não vem do nada, é uma reprodução exagerada ou fantasiada daquilo que a criança vive, escuta e da sua  percepção  do mundo. Contribuindo assim, para o psicólogo identificar o que traz sofrimento a criança. O tratamento é efeito através dos brinquedos e brincadeiras também, pois essa é a linguagem que a criança compreende melhor.

Com Carinho, Carol.

 

Caroline LCaroline Loezer de Lima Nogueira é formada em Psicologia pela PUC-PR. Atua em consultório particular como Psicóloga Infantil na abordagem psicanalítica, é Psicopedagoga Clínica Infantil e Neuropsicóloga Infantil, com foco em Avaliação e Reabilitação Neuropsicológica. Apresenta em seu perfil no Instagram @carolneuropsicoinfantil registros de atividades do dia-a-dia no consultório, dicas e recursos para estímulos do desenvolvimento infantil.

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