Por Danilo Silva Filho

Você já notou que pelos lugares que passamos, sem que percebamos, intuitivamente nossa memória vai registrando milhares de imagens, sons e movimentos.

Quatro contribuições essenciais para o desenvolvimento cognitivo artístico da criança 

1

Contribuição nº 1:

  • Participação da família em ambientes artísticos (parques, museus, instalações)

Imagine uma criança em pleno processo de desenvolvimento, pois bem, ela saboreia incansavelmente tudo aquilo que vê. Esse processo de “saboreamento” é o mesmo que de aprendizagem…As crianças precisam desse contato; do som urbano ao rural, da arquitetura moderna à rústica, da música clássica a música popular, sem falar de Teatro, Museu, instalações artísticas e passeios pelo bairro. Tudo isso é muito simples e custa pouco para tão rico aprendizado.

 

Contribuição nº 2:

  • Possibilitar materiais

Para o psicólogo suíço Jean Piaget “não se aprende a experimentar senão tateando por si mesmo, trabalhando ativamente, isto é, livremente e dispondo de todo o tempo”. Sendo assim, o uso e disposição de materiais como (tinta, papeis, caixas, cartolina grande, lápis/giz, lã, etc., são essenciais nesse processo de experimentação artística para o desenvolvimento cognitivo da criança no âmbito de livre expressão. Possibilitar é o mesmo que dar acesso e isso é primordial para PAIS e PROFESSORES refletirem, pois o ambiente de casa e o escolar devem promover e aguçar as crianças com entusiasmo à criação.

 

Contribuição nº 3:

  • Valorizar suas produções

Você acredita em si mesmo? Hum, vejamos as crianças, elas estão em um processo de formação da identidade (quem eu sou, meus desejos – gosto não gosto, cultura, família, etc.). Atualmente os adultos esperam bons resultados do que faz, as crianças também! Imagine um trabalho de uma criança não aprovado pelos professores ou pais, como ela se sentiria? Ninguém perguntou o que ela quis dizer com a criação, ou seja, vamos direto ao julgamento… “você está suja, sujou as paredes, que desenho feio, ou já atribuem objetos/formas não expressas pela criança”.

Valorizar não é falar para a criança que tudo que ela faz está bom/bonito/maravilhoso. Chamo a atenção para o respeito, escuta e olhar aguçado diante as criações dos “pequenos”, faça a diferença mudando seu jeito de abordar como: – nossa vejo que você melhorou sua pintura, que tal se você preenchesse essa borda com um pouco mais de cor. Acredite no potencial deles!

 

Contribuição nº 4:

  • Ter um espaço para o desenvolvimento artístico. A escola do seu filho (a) possui um?

Pais, professores e gestores de escola que se preocupam com a aprendizagem artística das crianças valorizam os espaços que promovem essas linguagens (artes, música, dança, festas populares, visitas a museus, etc.).

Para o psicólogo Gardner em suas diversas linguagens, nota-se a necessidade do estímulo para que cada pessoa desenvolva suas competências seja no âmbito de produções artísticas e ou matemática (exatas). Vejamos abaixo um quadro que esclarece algumas competências para as linguagens:

2

Fonte: http://www.psiconlinews.com/wp-content/uploads/2015/05/19.jpg

Você notou a necessidade de POSSIBILITAR e VALORIZAR os trabalhos das nossas crianças e os ambientes que elas frequentam? Pense nisso!

Partilho com ENTUSIAMO e espero que compartilhem experiências também. Como diria meu amigo Prof° Severino Antonio “As crianças podem se sentir como sujeito – de palavras, de ideias, de imagens”.

 

 

Danilo (3)

Danilo Silva Filho é Professor na Rede Objetivo de Ensino e gestor no Espaço Educacional iAmplo. É amante das Artes. Seu trabalho valoriza e incentiva a leitura. Tem formação em Pedagogia, Artes Plásticas, Filosofia e História. Dedica-se atualmente a pesquisas no âmbito da arte contemporânea, psicopedagogia, bullying e juventude.  Contatos via e-mail danilo.sfilho@hotmail.com

 

 

 

 

Compartilhar: