Por Carol Braga Ferraz

Convivi muito pouco tempo com minhas avós. Infelizmente. Mas a imagem delas, que quando descrita hoje mais lembra um personagem de contos de fadas, não me sai da memória. Eram daquele tipo que cozinhava, fazia doces e os colocava em compotas, usava vestidos até os joelhos, fazia crochê e cultivava roseiras em seus quintais. Tinha cabelos brancos como algodão e óculos pendurados no nariz.

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Acho que a maior parte das pessoas da minha geração teve uma avó com essas características e é talvez por esse motivo que seja muito comum ouvir por aí a famosa frase: “não se fazem mais avós como antigamente”. E não fazem mesmo! Sabe por que essas eram as melhores avós do mundo? Simples, porque elas eram as NOSSAS avós.

As avós de hoje não exibem mais seus cabelos branquinhos como a neve. Ao contrário, pintam suas madeixas, fazem luzes, usam calças jeans, trabalham fora, viajam, têm conta no Facebook. Algumas fazem bolos em casa ou preparam almoços de domingo. Outras ainda pregam o botão da camisa do marido. Mas se for necessário, pedem comida no restaurante ou mandam a roupa para a costureira sem nenhum constrangimento.

Os tempos são outros. E, claro, as avós também!

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E apesar dessas grandes diferenças entre as avós das duas gerações, tenho certeza de que ainda escutaremos da boca de nossos filhos a mesma frase nostálgica a que hoje estamos submetidos: “Ah, não se fazem mais avós como antigamente”. E dirão essa frase pelo mesmo motivo que o nosso. Porque são as avós deles. E as nossas avós são sempre as melhores do mundo.

Apesar das grandes mudanças entre as gerações e por mais diferentes que sejam as avós de antigamente, uma coisa é certa: ambas estarão presentes em nossas memórias, unidas por um sentimento que jamais sai de moda: o amor. Porque amor de avó, que é o que mais interessa, esse não muda. Graças a Deus.

Carol 2Carol Braga Ferraz é mineira de nascimento e criação, campineira por “adoção”, casada, mãe do Miguel. É pedagoga de formação e como uma grande amiga gosta de dizer, “publicitária de coração”. Atualmente trabalha em sala de aula com crianças da Educação Infantil e promove Encontros Brincantes na cidade de Campinas e região, com o intuito de oferecer repertório de brincadeiras de qualidade aos pais e atividades sensoriais que estimulem os sentidos das crianças de 6 meses a 6 anos, favorecendo o desenvolvimento infantil. Seu quintal está sempre de portões abertos lá no  instagram.com/conversadequintal/   e no  facebook.com/conversadequintal/

 

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